Pio critica "atrelamento político entre OAB e partidarismo"; Leonardo nega

O pré-candidato à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso (OAB-MT), Pio da Silva, criticou o que denominou de “atrelamento político entre a OAB/MT e a política partidária” em uma referência ao ex-presidente da Ordem, advogado Francisco Faiad.

Segundo Pio, Faiad é quem dá as cartas na OAB. “O doutor Francisco Faiad é um dos fundadores do PMDB em Mato Grosso, inclusive, foi vereador há cerca de 20 anos, na cidade de Alta Floresta, foi secretário de Administração do Estado de Mato Grosso até o ano de 2014, foi candidato a deputado estadual em 2014, e segundo fontes, será candidato nas próximas eleições partidárias, ou seja, é um político de carteirinha. E nessa condição, fez um pronunciamento, por meio do qual, escolheu e exigiu o doutor Leonardo Campos como candidato à presidência da OAB/MT, nas eleições de novembro 2015”, afirmou Pio.

Conforme o pré-candidato, “Faiad está habituado com o vício eleitoreiro e em total descaso com a democracia e resolveu fazer uso de sua condição e influência de ex-presidente da OAB para impor a candidatura do doutor Leonardo Campos, sem se importar com o desejo, tampouco com as necessidades dos advogados do estado”.

De acordo com Pio, Leonardo Campos, sequer se manifestou sobre o assunto, ficando a cargo de Faiad escolher o melhor nome para a disputa, mesmo sem ouvir a opinião do suposto pré-candidato ou do restante do grupo da situação.

Outro lado
O advogado Francisco Faiad afirmou ao Olhar Jurídico que prefere não se pronunciar sobre as críticas de Pio da Silva. Já o pré-candidato Leonardo Campos, presidente da Caixa dos Advogados, refutou as críticas de Pio e afirmou que não é filiado a nenhum partido político.

“O Faiad não compõe a diretoria da OAB. Mesmo assim, sinto-me honrado com o apoio dele. As críticas do colega não me atingem”, afirmou Leonardo.

Ele assegura que com a desistência de Maurício Aude em tentar a reeleição, o grupo deve se reunir para definir um nome, e garante que apesar de ter colocado seu nome à disposição, não há nada definido.

“Acho que é necessário que haja uma discussão durante o processo eleitoral, mas uma discussão salutar, de alto nível, com propostas, com projetos que visem beneficiar a advocacia do Estado e não com ataques sem fundamento”, afirmou.
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