Como Hitler chegou ao poder?

A história de Hitler é conhecida por todos. Ele é um dos maiores vilões da história da humanidade e foi o orquestrador de um dos maiores genocídios que se tem registro. Mas como um ser desses chegou ao poder em um país democrático e transformou pessoas normais em assassinos em massa?



Final da Primeiro Guerra Mundial

Ao final da Primeira Guerra Mundial, a Alemanha viu suas chances de vitória serem dizimadas pelos Aliados e acabou se rendendo. Com o colapso do Governo Imperial, o Segundo Reich foi desmantelado. Um novo governo assumiu, conhecido como República de Weimar, esse governo semi-presidencialista surgiu com a tarefa de conter a revolução comunista em terras germânicas, além de ser responsável por conduzir os termos do tratado de paz. A Alemanha teve que assumir dívidas enormes para com os países que enfrentou e sua economia já debilitada pela longa guerra entrou em colapso.
Vendo o país ser destruído e usurpado por forasteiros, os nacionalistas e veteranos de guerra alemães começaram a criar um movimento, que acreditava que a derrota só havia corrido por uma ingerência do governo. No meio dessa revolução de ideias extremistas, começaram a surgir expoentes extremistas que eram contra os judeus e foi nesse meio que Hitler apareceu.


Os judeus, nessa época, viviam tranquilamente em meio a sociedade alemã, apesar de ainda serem tratados como estrangeiros. O tempo passou e, cada vez mais, as ideias de que os judeus eram os piores inimigos da Alemanha foram crescendo.





Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães

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Em meio a ebulição germânica, um pequeno partido surgiu com ideias antissemitas. No meio desse povo, um orador habilidoso começou a se destacar. Hitler, um jovem que havia lutado na Primeira Guerra Mundial, fazia discursos inflamados contra os judeus e sua ótima articulação rendeu a atenção dos mais altos membros do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães.
Com discursos que cada vez mais atraiam pessoas, Hitler começou a convencer todos que o Capitalismo e o Comunismo eram uma grande conspiração judaica para destruir a Alemanha. Mas nem tudo eram rosas para o Partido Nazista. Após uma tentativa de golpe, o partido foi banido e Hitler preso por traição.
Um ano após sua prisão, ele foi liberado e iniciou o trabalho de reconstruir o partido e a ideologia pela qual vinha lutando.





A Grande Depressão e o grande crescimento

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Então a Grande Depressão de 29 assolou o capitalismo. Os EUA, a beira da falência total, pegou ainda mais dinheiro da falida Alemanha, transformando o país em um miserável local para se viver. A fúria dos habitantes da Alemanha, além de todos os problemas, abriram espaço para os discursos poderosos de Hitler, que prometia fazer a Alemanha grande novamente.
O partido Nazista, entre 1929/30 tinha apenas 3% dos votos alemães. Mas os problemas sociais e financeiros do país abriram espaço para os ataques ideológicos extremos dos nazistas, que foram minando os outros partidos e ganhando espaço. Em apenas dois anos, o pequeno partido já tinha mais de 18% dos votos alemães.
Em 1932, Hitler concorreu para Presidente, perdendo a eleição para um herói de guerra. Mesmo assim, seus números passaram dos 30%, mostrando o poder crescente do partido Nazista em meio ao povo. Vendo a popularidade de Hitler crescer, diversos líderes políticos e grandes empresários, pediram ao novo Presidente alemão para nomear Hitler como um chanceler do país. Assim, sua popularidade poderia ser usada para ajudar nas manobras políticas necessárias.





Ascensão

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Hitler, como chanceler, era apenas o chefe administrativo do parlamento, mas não demorou muito para que ele começasse a aumentar o poder de seu próprio cargo. Os seguidores mais radicais de Hitler começaram a criar pequenos grupos e a atacar protestantes nas ruas. Hitler usava seu poder no governo para aumentar o medo de uma revolução comunista.
Usando um dos seus seguidores, o grupo de Hitler armou um ataque, no qual colocaram fogo no parlamento alemão. Com o acontecimento, o país entrou no caos e Hitler convenceu o governo a lhe dar poderes especiais para superar a crise. Não demorou muito e ele aboliu a liberdade de imprensa. Outros partidos foram destruídos e leis contra judeus foram rapidamente aprovadas.
Os apoiadores mais radicais de Hitler e seus potenciais inimigos foram todos capturados e mortos. E em agosto de 1934, a última peça do quebra-cabeça foi colocada no lugar. O Presidente alemão morreu e uma nova eleição não foi chamada.
O povo aceitou Hitler com muito menos protestos do que se imagina. Os intelectuais e formadores de opinião também aceitaram o novo poder, seguindo o povo. Muitos acreditavam que o discurso de ódio de Hitler era apenas propaganda e que ele poderia realmente fazer algo de bom. O resto é a história que o mundo conhece.
Essa saga mostra claramente o quão frágil são as instituições democráticas e o quanto é perigoso apoiar radicais políticos e supostos salvadores, como vemos em nosso país atualmente.
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